Onde o imponderável vira inútil.

02 março 2006

Submergível mundo novo

O IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change - Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, em bom tupi) está prestes a soltar relatório a respeito das mudanças climáticas no planeta, provocadas pela forma com que nós, humanos, temos tratado o planeta. O relatório é assustador na medida que confirma a máxima de que a realidade, muitas vezes, supera a ficção mais lisérgica.
As previsões, claro, se baseiam na premissa de que será mantido o ritmo de espoliação de que a Terra tem sido vítima. Deixemos claro: dessa vez, NÓS somos os bandidos nessa história sem mocinhos.
Num futuro próximo (mais ou menos metade deste século), a Terra estará entre 2 e 4,5 graus mais quente, o que provocará, dentre outras coisas, o derretimento (dessa vez é de verdade) das calotas polares.
Agora imaginem: os sujeitos também prevêem para o mesmo período que poderemos vislumbrar campos verdejantes no que hoje é a Groenlândia (aquele pedaço de planeta que parece um grande picolé de nata). Teríamos então pacotes turísticos do tipo "Venha ver a natureza selvagem da Groenlândia. Parques aquáticos. Duchas refrescantes. Passeios de pedalinho. Águas mornas. Dançarinas de ula-ula. Ambiente caliente."
E por aí vai.
Ah sim: o nível do mar, também no mesmo período (já pensou? 2.050, logo ali!), subirá sete metros. O Carnaval do Rio será severamente atingido. Ou terá que se mudar para Friburgo, na região serrana do Rio.
Ui.
Dá um medão ter filhos nesse mundo, né não?

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