Onde o imponderável vira inútil.

19 fevereiro 2006

Eu, Matusalem

Semana passada, participei de uma entrevista e fui aprovado. Pelo menos neste particular, tudo deu certo.
No entanto, o que mais me chocou foi o que os papas da administração chamam de "a hora do feedback", ou seja , quando o sujeito diz pra você que impressões você despertou durante a entrevista, se você serve ou não para aquilo - se você presta, em última instância.E o sujeito, depois de me avisar que eu tinha sido aprovado, disparou algo como:
- Veja bem: estamos começando e não temos paradigmas a serem copiados. Dessa forma, tudo o que fizermos deve ser o mais cirúrgico e exato possível. Se você olhar para o resto da equipe, verá que todos os seus componentes são... digamos, pessoas... maduras como você.
Meu deuzinho, eu sou um cara maduro!
Saí da entrevista me coçando para entender o que significava "maduro" e cheguei à conclusão que um "maduro" é um pré-velho.
Daqui a uns anos não vou precisar entrar nas filas comuns dos bancos e poderei sentar-me nos lugares reservados aos idosos, no Metrô. Vou andar de graça em ônibus e acampar nas filas do INSS. Vou ter direito a... a quê mesmo?
Quer saber?
Envelhecer é uma porra!

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