Onde o imponderável vira inútil.

09 Janeiro 2006

Imortalidades

Há pessoas a quem não deveria ser facultado morrer. Essas criaturas deveriam receber salvo-conduto para poderem viver o quanto quisesem, sem necessidade de encher o saco do criador a respeito de onde reencarar o coitado.
Ontem vi o Paulo Autran num programa de entrevistas e passei a enquadrá-lo nessa categoria de homens. Puta lucidez. O cara é uma poesia que fala e dói imaginar que um dia nunca mais vamos vê-lo atuando.
Por outro lado, há também os "do mal" que resistem. Por mais que a mídia me assegure que o sujeito é de paz, o tal do Ariel Sharon não me passa pela goela. Afinal, um sujeito que vive naquele desertão e mantém aquela quilagem absurda não deve ser bom da cabeça, pois não?
Vida eterna a Paulo Autran.
Os outros que se danem.

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